quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Comunicado importante:


Segundo Wikipédia, a enciclopédia livre:
"O cigarro (do espanhol cigarro) é uma pequena porção de tabaco (ou fumo) seco e picado, enrolado em papel (mortalha) fino ou em palha de milho (cigarro de palha), para se fumar, sendo que o primeiro é industrializado e o segundo, manufaturado."


É um objeto roliço composto por: mistura de fumos, açucares, papel de cigarros, extratos vegetais, agentes de sabor. No Brasil a maioria dos produtos vendidos contém filtros supergrandes e todas as carteiras têm alguns modelos fotográficos em seu verso. No geral são comercializados em vintenas (ou corjas), e o ato de fumá-los causa: hálito refrescante, pele macia, voz de Nair, ascensão social, status, saúde impecável e, no geral, cinco minutos de sensação impar. Os rótulos ou carteiras ou maços – além das belas produções fotográficas – carregam dizeres de grandes nomes da literatura brasileira e, dependendo do fabricante, curtas frases de efeito.

Segundo alguns psicanalistas, o ato de fumar está diretamente ligado à falta de um objeto fálico na boca; isso talvez se complique na Índia, onde a maioria do povo masca tabaco em vez de segurar um belo cigarro entre os dedos e sugá-lo suavemente. E falando em complicações, o tabagismo já não é mais tão bem visto, apesar de todos os seus benefícios estarem cientificamente comprovados. Em um panorama mundial pode-se constatar que cigarros de todas as etnias, cores e faixas etárias vêm sendo expulsos permanentemente de cinemas, restaurantes, meios de transportes coletivos, e até mesmo dos lares de seus ditos “melhores amigos”: bares, cafés e ambientes públicos; ainda não se sabe bem o porquê disso, mas até mesmo nos Países Baixos o querido não pode mais aparecer nas ruas. Enquanto isso, sua prima lerdinha e de cor esverdeada tem parques e locais específicos para os cinco minutos de prazer. Virou uma putinha bem pega e paga em Amsterdã.

Após mais de cinqüenta anos de auge e glamour – de Marlene Dietrich à Freddie Marcury – o cigarro não é mais mesmo e não é mais tão procurado entre seus clientes. Encareceu um pouco para conseguir pagar o aluguel, e está mais discreto: decidiu sumir de filmes e comerciais. Em contrapartida, abriu uma fábrica de artesanato: a cada serviço prestado somado a uma taxa extra, o cliente ganha souvenires variados, comprovantes de qualidade, caixinhas personalizadas e concorre a prêmios de cirurgias estéticas, como uma traqueostomia ou remoções de partes do corpo. Mesmo com todas as dificuldades, enquanto houver um de seus amantes, o cigarro atenderá seus clientes com o mesmo fogo e sensualidade que sempre atendeu e as diferentes famílias de tabaco estarão sempre unidas para promover qualidade e eficiência em seus serviços.

A direção.

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